BIOGRAFIA


POR TRÁS DA LADY TEM UMA GAGA


Recordes de vendas, milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, hits estourando nas rádios e singles no topo das paradas mundiais. Talvez Stefani Germanotta não imaginasse que um dia lotaria o Madison Square Garden, ou que rodaria o mundo em uma das turnês femininas mais lucrativas da história, mas como sua mãe lhe disse quando era pequena, ela nasceu uma superestrela. A excentricidade de suas roupas, vídeos e apresentações marcariam um revolução na cultura pop do século XXI, mas é pouco provável que a nova-iorquina ítalo-americana soubesse que o mundo iria lhe conhecer não por seu nome de batismo quando abandonou a Tish School of Arts, em Nova York.   

Quando se fala em Lady Gaga, tudo o que aconteceu antes e depois de sua ascensão ao mundo da indústria musical é improvável e extremamente arriscado. Sua entrada no cenário musical mudou completamente a maneira com que os artistas - que já estavam no mercado e os que vieram depois - passaram a trabalhar em sua músicas, consolidando-a como uma fonte altamente rentável para a indústria já calejada e enfraquecida pelo consumo digital e outros estilos musicais que se tornavam cada vez mais populares no mercado. Ela conquistou o mundo, uma lantejoula de cada, e agora vai conquistar você.


STEFANI GERMANOTTA X LADY GAGA


Stefani Joanne Angelina Germanotta, como foi batizada, é filha mais velha de Joseph e Cynthia Germanotta. Também possui uma irmã, Natali, recentemente formada em Moda. Aos 4 anos de idade, Stefani começou a ter aulas de piano. Em entrevista à Oprah, anos depois, ela conta que era um sonho dela ter um piano. Seus pais haviam dito que ganharia um se dedicasse aos estudos do instrumento. Como era pequena, ela não gostava muito das aulas, porém, com um pouco de relutância começou a se apaixonar pelo piano. Anos mais tarde, ela descobriria que a sua professora de piano era uma stripper. Aos 13 anos, a doce menina escreveu a sua primeira canção, e por volta dos 14 anos, já se apresentava em casas noturnas acompanhada de sua mãe. Stefani contou que os donos dos bares costumavam dizer que ela não poderia entrar por ser menor de idade, e sua mãe dizia que ela realmente tinha um talento e que eles precisavam ouvi-la.

Com 11 anos, Gaga foi matriculada no "Convent of the Sacred Heart" - uma escola católica particular localizada no noroeste de Manhattan. Em suas entrevistas ela costuma contar que já nessa época se interessava pelo mundo artístico, participando de diversas peças de teatro da escola, mas não chegava a ganhar os papeis principais pois segundo ela, achavam que ela não era o tipo de pessoa ideal para interpretar a mocinha.
A oportunidade de aflorar seus instintos artísticos surgiu em 23 de agosto de 2003, quando aos 17 aninhos, a Stefani (agora já adolescente) entrou para a "Tish School of Arts" da Universidade de Nova York, onde estudou música e melhorou sua habilidades para compor ao escrever dissertações e artigos analíticos, focando em assuntos como arte, religião, questões sociais e políticas. Foi nessa época, que Gaga sentiu que sua criatividade era maior do que a de alguns de seus colegas. No segundo semestre do seu segundo ano na Tish, Gaga abandonou os estudos, decidida a tentar uma carreira musical. Joseph, seu pai, fez uma acordo com sua filha: pagaria um ano de aluguel para a mesma, sendo que essa se fosse mal sucedida em sua tentativa se consagrar com uma carreira na indústria musical, voltaria a estudar na Tish.


"Eu abandonei a minha família inteira, consegui o apartamento mais barato que pude encontrar, e me dei mal até que alguém me ouvisse" - Lady Gaga


Já maior de idade, com 19 anos, Gaga assinou um contrato com a gravadora Def Jam Recordings, onde produziu seu primeiro EP. "Red And Blue" foi lançado em 2006, na época Gaga ainda assinava com nome de batismo e fazia parte da "Stefani Germanotta Band". Porém, 3 meses depois de contratada, o contrato foi desfeito, e ela se viu na rua. Mas nem tudo estava perdido. Foi na Def Jam que Stefanie conheceu o produtor RedOne. Juntos, os dois produziram a primeira música que entrou no álbum posterior "The Fame", a canção "Boys Boys Boys".
Nessa época, Stef mudou-se para um apartamento no sudoeste de Nova York. Começou a experimentar drogas logo depois, enquanto fazia apresentações neo-burlescas. O seu pai não entendia a razão do consumo de drogas e não podia olhar para ela durante alguns meses. O produtor musical Rob Fusari, que ajudou-a a compor umas de suas primeiras canções, comparou as suas habilidades vocais às de Freddie Mercury. Fusari ajudou-a a criar o apelido Gaga, a partir da canção "Radio Ga Ga", da banda Queen. Germanotta estava no processo de criar um nome artístico, quando recebeu uma mensagem de texto de Fusari em que lia-se "Lady Gaga".

"Todo dia, quando Stef vinha ao estúdio, ao invés de dizer 'olá', eu começava a cantar 'Radio Ga Ga'. Esta era a sua canção de entrada. [Lady Gaga] foi na verdade um pequeno erro; eu digitei 'Radio Ga Ga' em um texto e ele fez uma autocorreção, então, de alguma maneira 'Radio' mudou para 'Lady'. Ela me respondeu: 'É isto'. Depois daquele dia, era Lady Gaga. Ela disse: 'Nunca mais me chame de Stefani'", disse Rob Fusari.


Ao longo de 2007, Gaga colaborou com a artista Lady Starlight, que ajudou-a a criar a sua moda de palco. O par começou a tocar em apresentações em pontos de encontro de dança como Mercury Lounge, The Bitter End e o Rockwood Music Hall, com um pouco de sua apresentação artística conhecida como "Lady Gaga and the Starlight Revue". Publicada como "A Apresentação de Rock de Pop Burlesco Definitiva", era uma pequena homenagem a vários artistas dos anos 70. Em agosto de 2007, Gaga e Starlight foram convidadas para tocarem no festival Lollapalooza, nos Estados Unidos. A apresentação foi excepcionalmente aclamada e recebeu críticas positivas. Tendo inicialmente focado em avant-garde e música dance e eletrônica, Gaga encontrou a sua imagem musical quando começou a incorporar melodias de música pop e o glam rock de David Bowie e Queen nela.

Em 2008, já com o nome Gaga, transferiu-se para Los Angeles, onde fica a sede da sua atual gravadora - Interscope Records - que a contratou. Uma vez lá, Gaga pode se dedicar mais ao seu trabalho para finalizar o seu álbum de estreia, The Fame. Ela combinou diferentes gêneros no álbum, "desde bateria de Def Lepparde bate-palmas até bateria de metal em faixas urbanas". The Fame recebeu análises positivas de críticos; de acordo com a agregação de crítica musical do Metacritic, ele armazenou uma pontuação média de 71 de 100. O álbum atingiu a posição de número um na Áustria, no Reino Unido, Canadá, e Irlanda, e três e dois na Austrália e nos Estados Unidos, respectivamente. Mundialmente, The Fame vendeu por volta de doze milhões de cópias. A sua primeira canção lançada como single, "Just Dance", ficou no topo das paradas em seis países: Austrália, Canadá, Países Baixos, Irlanda, o Reino Unido, e os Estados Unidos, recebendo mais tarde uma indicação ao Grammy Awards na categoria Melhor Gravação Dance. O single seguinte, "Poker Face", foi um sucesso ainda maior, atingindo o número um na maioria de todos os mercados musicais no mundo, incluindo o Reino Unido e os Estados Unidos. Ele ganhou um prêmio para Melhor Gravação Dance no 52° Grammy Awards, além de indicações para Canção do Ano e Gravação do Ano. The Fame foi indicado para Álbum do Ano, tendo ganho a categoria de Melhor Álbum Eletrônico/Dance.


No final do ano seguinte, Gaga lançou The Fame Monster, uma coleção extended play (EP) de oito canções que tratavam com o lado sombrio da fama - como experimentado por ela enquanto viajava o mundo - expressas através da metáfora dos monstros. Essa fase de sua curta carreira serviu para que Gaga mostrasse ao mundo que não era a cantora de um álbum só. Seus singles foram massivamente consumidos e aclamados por público e crítica, consagrando-se mundialmente de uma vez por todas. Com o sucesso de seus álbuns, Lady Gaga saiu em sua primeira turnê de nível mundial, a The Monster Ball Tour, anunciada para auxiliar o desempenho do EP, inciada em novembro de 2009. À época, a canção "Bad Romance" dominava as paradas como o primeiro single do "Monster", atingindo o topo das paradas de dezoito países, e a posição dois nos Estados Unidos, na Austrália e Nova Zelândia. "Speechless", uma canção do The Fame Monster, foi apresentada no evento Royal Variety Performance, em 2009, onde Gaga encontrou-se e cantou para a Rainha Elizabeth II do Reino Unido.

Nesse ano, Gaga foi capa da edição anual "Hot 100" da Rolling Stone, em maio de 2009, onde a cantora aparecia semi-nua, vestindo somente bolhas de plástico colocadas estrategicamente pelo seu corpo. Nesta edição, ela disse que enquanto estava começando a sua carreira no cenário dançante de Nova Iorque, estava romanticamente envolvida com um baterista de heavy metal. Descreveu a relação dos dois e a separação, dizendo que: "Eu era a sua Sandy, ele o meu Danny [de Grease], e eu apenas terminei". Ele, mais tarde, tornou-se uma inspiração por trás de algumas canções em The Fame. Ela foi indicada para um total de nove prêmios no MTV Video Music Awards de 2009, ganhando a categoria "Artista Revelação", enquanto o seu single "Paparazzi" ganhou dois prêmios para "Melhor Direção de Arte" e "Melhores Efeitos Especiais". A cerimônia serviu para consagrar a artista também por suas performances. Apresentando-se com "Paparazzi", Gaga chocou à todos ao sangrar no palco, fazendo uma alusão ao suicídio provocado pelos monstros da fama.
No ano seguinte, mesmo sem lançar nenhum álbum novo, Lady Gaga não saiu dos holofotes. "Telephone" é anunciado como single, e a expectativa em torno da faixa em parceria com Beyoncé é enorme. Em fevereiro daquele ano, um vídeo de quase 10 minutos é divulgado, e em poucas horas o clipe se torna um dos mais vistos no YouTube, e chegou a quebrar recordes no site. A crítica e o público consideraram o vídeo épico  (mesmo que seja o clipe que a cantora menos gosta, porque gostaria de ter tido tempo para editá-lo mais). Lady Gaga também colaborou para o single "Video Phone" da Beyoncé, mas mesmo o razoável desempenho da música não é comparável ao fenômeno que "Telephone" se tornou, principalmente pelo sucesso do videoclipe idealizado com elementos característicos dos filmes do diretor Quentin Tarantino.

Ainda em 2010, a cantora lançou mais um single: Alejandro. A faixa foi lançada no iTunes e semanas depois o seu clipe já estava sendo lançado. Dirigido por Steven Klein, o vídeo gerou um certo desconforto entre os religiosos, que consideraram o conteúdo do mesmo provocativo por conter elementos de referência ao sexo aliado à elementos religiosos (a cantora chega a engolir um terço em determinada parte da obra). Mesmo assim, a canção se tornou um hit mundial, sendo um dos mais populares da cantora aqui no Brasil. Segundo boatos, o nome da canção é inspirado em um suposto namorado brasileiro que a cantora teve antes de se tornar uma estrela mundial. "Dance In The Dark" (lançado em 2009 como single promocional para o lançamento do EP "The Fame Monster") estava cotada para ser single, posteriormente trocada por Alejandro. Muitos fãs aguardavam ansiosamente por um clipe para a faixa, mas no segundo semestre de 2010 foi anunciado que a divulgação do "The Fame Monster" já estava concluída e que um novo álbum seria lançado em breve.


Dados às proporções estratosféricas que a carreira da cantora haviam tomado, muito começou a se especular sobre seu novo trabalho, e o primeiro detalhe sobre o mesmo foi dado na cerimônia de premiação do MTV Video Music Awards, onde Gaga revelou o nome do que seria seu mais profundo trabalho até aquele momento: Born This Way. Aliás, o nome do álbum foi anunciado após a cantora levar para casa o astronauta de "Álbum do Ano" com The Fame Monster, e emocionada ela ainda cantou o refrão da faixa que dava nome ao disco. Na mesma cerimônia, Gaga levou para casa nada menos do que 11 astronautas, e chocou a todos com seu polêmico vestido de carne, que é alvo de comentários até hoje. Ela não subiu ao palco para fazer performances, mas não foi preciso. A noite já era da Gaga, e só o que se falou durante a semana que se seguiu foi o seu novo álbum, o vestido de carne e os diversos prêmios que ganhou (a maioria deles com Bad Romance).



Para comemorar a virada do ano, Lady Gaga prometeu uma surpresa para os seus fãs. No primeiro dia de 2011, a cantora publicou uma foto do ensaio fotográfico feito por Nick Knight para seu novo álbum, junto às preciosas datas de lançamento do single e do álbum "Born This Way": 13 de fevereiro e 23 de maio, respectivamente. Perto da data anunciada para o lançamento do single, Gaga resolveu adiantar sua estreia para o dia 11 e assim, às 08:30 da manhã, o primeiro single do novo álbum foi lançado, antes mesmo do CD chegar as lojas. Em poucas horas, a faixa já era a mais tocada em diversas rádios, quebrando vários recordes e tornando-se um hit instantâneo. A canção veio a ser o milésimo número #1 da Billboard Hot 100, o que levou a cantora a estampar a edição de março da revista Billboard, em uma entrevista exclusiva após o Grammy Awards.

Performando pela primeira vez seu novo single na premiação, a cantora foi o comentário da noite e das semanas seguintes ao chegar no Grammy dentro de um ovo gigante, do qual só saiu ao subir ao palco para sua performance. "Que diabos era 'aquilo' nos ombros e no rosto dela?", perguntaram-se todos nas semanas seguintes. Em resposta, Gaga disse: "Agora posso revelar ao mundo que quando eu saia com casacos que pareciam ter ombreiras enormes, na verdade eram meus ossos por debaixo da roupa".


Dirigido por Nick Knight, o vídeo de "Born This Way" foi lançado no final de fevereiro, com uma pequena introdução chamada "Manifesto of Mother Monster" e tem pouco mais de sete minutos, onde a cantora dá vida a uma nova raça onde todos são livres para serem o que quiserem. O clipe foi um enorme sucesso entre os fãs da cantora, e levou a canção a passar oito semanas seguidas no topo do Hot 100 da Billboard. Consagrava-se o maior hit do álbum e um dos mais aclamados e emblemáticos de sua carreira.

Seguindo com a promoção do aguardado álbum, Lady Gaga anunciou "Judas" como o segundo single. Nessa época, a cantora já dizia em entrevistas que estava preparando o "álbum da geração" - algo que viria a ser questionado com o lançamento do mesmo. "Judas" foi lançado em meio a um mar de acontecimentos. Tanto a música quanto o videoclipe foram vazados, e seu conteúdo altamente religioso levou aos críticos religiosos uma tentativa de boicote à faixa, o que prejudicou seu desempenho nas rádios e paradas norte-americanas (e posteriormente a proibição do clipe em diversos países conservadores). Alguns padres fizeram protestos em frente à estádios e arenas onde Lady Gaga passava com sua turnê. Na tentativa de amenizar a situação, a cantora explicou que "Judas" é sobre se apaixonar pelo 'cara' errado, uma canção sobre o amor proibido. Mesmo assim, o single esfriou nas paradas de sucesso - mas os fãs da cantora têm a canção com uma das mais queridas e aclamadas do álbum.

Com a proximidade do lançamento do álbum, duas faixas promocionais foram divulgadas: "The Edge of Glory" e "Hair". A primeira fez tanto sucesso no iTunes, que a gravadora decidiu transformar o single promocional em single oficial, encaminhando a faixa para as rádios e inciando os preparativos para a produção do seu videoclipe.
A faixa é uma homenagem aos seu avô e o quanto ele esteve glorioso até seus últimos segundos de vida. O processo para a produção do videoclipe foi bastante conturbado, e após desentendimentos com o diretor, Gaga e sua Haus tiveram de produzir outro - que surpreendeu por sua simplicidade. A faixa fez um enorme sucesso com o público e a crítica, tornando-se uma das mais queridas do "Born This Way" não por seu desempenho comercial, mas por suas batidas contagiantes, sua letra e o solo de saxofone incomparável do Clarence Clemons, em seu último trabalho antes de falecer.

Após o desempenho mediano (mas não menos bem sucedido) de "The Edge of Glory", "Yoü And I" foi anunciado como o quarto single do álbum. A canção já era bastante conhecida do público: Gaga performava a mesma nos shows da Monster Ball muito antes do anúncio do "Born This Way". O clipe da faixa foi gravado em Nebraska (cidade citada durante a música) e apresentou melhor ao mundo o alter ego mais emblemático da cantora: Jo Calderone. Com o sucesso, o mesmo fez uma aparição no Video Music Awards da MTV em agosto daquele ano, chocando mais uma vez o público na edição mais assistida da história da premiação. A performance do single contou com a participação do guitarrista da banda Queen, Brian May - ovacionado pela plateia do evento. Na mesma premiação, Gaga foi escolhida para entregar o prêmio "Michael Jackson de Vanguarda" para ninguém menos que a eterna "princesinha do pop" Britney Spears, que serviu antes de tudo para quebrar a famosa rixa que os fãs de ambas as artistas tinham um com os outros. Todos esperavam que as duas fosse trocar um selinho, e até pintou um clima, porém, nada passou de trocas de olhares.


"Born This Way" foi um álbum de extremo sucesso. Suas vendas digitais extremamente baratas fizeram os servidores da Amazon ficarem temporariamente fora do ar, devido ao grande número de acessos que o site recebeu simultaneamente. Em duas horas após seu lançamento, o álbum já dominava o topo das vendas do iTunes em mais de 23 países mundo a fora. Lady Gaga ainda promoveu uma sessão de autógrafos em uma famosa loja estadunidense, o que alavancou ainda mais as vendas do álbum, que em curto espaço de tempo já havia vendido milhões mundialmente, ficando em primeiro lugar no Hot 200 da Billboard, logo na primeira semana de vendas do álbum.

Mesmo com o enorme sucesso, as críticas em torno de seus singles de pouca repercussão nas paradas oficiais e as polêmicas envolvendo o conteúdo pesado do álbum se tornaram cada vez mais constantes, desgastando sua imagem na mídia. Nesse meio tempo, Lady Gaga embarcou em uma nova turnê mundial, a "The Born This Way Ball Tour", que inclusive ganhou uma parada de três shows no Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). Foi em São Paulo, aliás, que a turnê teve seu maior público - mais de 70 mil pessoas assistiram a cantora performar seus maiores sucessos e as faixas do seu mais recente álbum.


No início do ano seguinte, na etapa Norte-Americana da turnê, Lady Gaga lesionou o quadril e foi obrigada a cancelar a turnê para fazer uma cirurgia e passar um longo período em recuperação. Afastada da mídia desde então, a cantora aproveitou para fazer os preparativos do sucessor do "Born This Way", o aguardado "ARTPOP", lançado em novembro de 2013. O álbum, ao contrário do que muitos esperavam, não chegou perto do número de vendas dos seus discos anteriores, fazendo a crítica e o público declarem o seu fracasso. No meio dessa turbulência, Gaga teve problemas com sua equipe e acabou demitindo seu empresário Troy Carter (substituído mais tarde por Bobby Campbell). "Applause", o primeiro single do álbum, acabou entrando em uma disputado com o também primeiro single do novo álbum da Katy Perry, e mesmo não tendo obtido o mesmo desempenho do último, tornou-se o maior sucesso da cantora nas rádios dos Estados Unidos. "Do What U Want", parceria com o cantor R. Kelly, teve relativo sucesso entre público e crítica, mas devido às acusações que o cantor R. Kelly vinha sofrendo a alguns anos por abuso sexual, o single não foi trabalhado e seu clipe dirigido pelo também polêmico fotógrafo Terry Richardson foi engavetado, sendo substituído já em 2014 pela faixa "G.U.Y." - lançado apenas para promover a turnê para promover o álbum, a "artRave: The ARTPOP Ball Tour".

Somando críticas sobre seu peso desde 2012, e sobre a lotação de suas turnês, Lady Gaga passou a ser constantemente atacada pela mídia, acusando o fim eminente de sua carreira - o "flop", como passaram a chamar. Assim, depois de um longo período de depressão, Lady Gaga decidiu virar o jogo. Ainda em 2011, enquanto promovia o álbum "Born This Way", Lady Gaga recebeu um convite do cantor Tony Bennett para lançarem juntos um álbum de jazz. Por divergências de datas, o projeto ficou engavetado até 2014, quando o álbum "Cheek to Cheek" foi lançado, trazendo críticas extremamente positivas e uma boa vendagem para o segmento. A crítica voltou a aclamar o talento da jovem cantora ao lado do cantor veterano do jazz, e juntos eles partiram no início de 2015 para uma pequena turnê mundial para colher os frutos da união de suas vozes.




Em entrevistas recentes, Gaga declarou ter chegado ao "fim do início de sua carreira". Assim, ela já prepara-se para novos projetos. A cantora começou 2015 em estúdio, aparentemente escrevendo e gravando novas músicas para um futuro álbum, ainda sem qualquer informação confirmada. Buscando recuperar sua imagem e sua afirmação como artista, Lady Gaga entra em uma jornada para reconquistar o mundo, um diamante de cada vez.

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